sábado, 16 de dezembro de 2006

Quem não arrisca, não petisca...


"Quem não arrisca, não petisca." Disse-lhe ela. E ele ficou a pensar nessas palavras sem conseguir responder. Todas as ideias num completo turbilhão. Uma confusão de sentimentos. E agora o que fazer? A decisão estava do lado dele. Ele é que poderia decidir se esta história poderia vingar.
"Quem não arrisca ,não petisca." E a frase continuava a martelar-lhe na cabeça. Era mais do que uma amizade, já o tinha admitido. Mas, o medo de sair magoado ou de a magoar era muito grande. Ambos tinha já as suas próprias histórias as quais os tinha deixado muito vulneráveis. Para ela era importante viver o momento como se fosse o último. Para ele era a descoberta de alguém com quem tinha começado uma brincadeira e que se veio tornar numa grande confusão de sentimentos.
"Não pensei que fosse sentir tanto. E tu o que sentiste?" Perguntou ele. Pensando na resposta que ele iria querer ouvir, ela omitiu os seus verdadeiros sentimentos, e disse-lhe: "Não sei bem, fiquei bastante confusa. Só sei que gostei, mas talvez seja melhor deixar correr e ficarmos para já com a nossa amizade." Mas a verdade era que queria ficar com ele o máximo tempo possível. Mimá-lo, dar-lhe todo o carinho e todo o Amor que começava a sentir. Deu-lhe o tempo que ele pediu. Deu-lhe espaço para pensar, no entanto manteve-se sempre por perto. Até que um dia lhe disse: " E agora como vai ser? Sabes que quem, não arrisca não petisca. E talvez um dia olhes para o lado e penses no que poderia ser e que seria bom tentar e eu já não vou lá estar."