quarta-feira, 15 de Julho de 2009

História de Moura





A lenda da Moura Salúquia está ligada à designação actual da cidade de Moura.

Segundo a lenda, a princesa Salúquia, filha de Abu-Hassan e governadora da cidade então chamada Al-Manijah, apaixonou-se por Bráfama, alcaide mouro de Aroche. Na véspera do matrimónio, Bráfama dirigiu-se com uma comitiva para Al-Manijah, a dez léguas de distância. Mas todo o território alentejano a norte e oeste tinha já sido conquistado pelos cristãos e a jornada revelava-se perigosa.

Entretanto, D. Afonso Henriques encarregara dois fidalgos, os irmãos Álvaro Rodrigues e Pedro Rodrigues, de conquistar a cidade de Moura. Estando ao corrente dos preparativos matrimoniais que aí se desenrolavam, os irmãos emboscaram-se num olival perto dos limites da povoação. Surpreendidos pela acção dos cavaleiros cristãos, a comitiva de Aroche foi facilmente vencida, e Bráfama foi morto.

Disfarçando-se com as vestes dos representantes muçulmanos, os fidalgos cristãos dirigiram-se para a cidade. Salúquia estava no alto da torre do castelo, onde aguardava a chegada do seu noivo. Vendo aproximar-se um grupo de cavaleiros aparentemente islâmicos, a princesa julgou que se tratava da comitiva de Aroche, ao que ordenou que lhes franqueassem as portas da fortificação.

Mas mal transpuseram a muralha, os cristãos lançaram-se sobre os defensores da cidade, tomados de surpresa, e conquistaram o castelo. Salúquia apercebeu-se então do erro que tinha cometido e, ferida pela certeza da morte de Bráfama, tomou as chaves da cidade e precipitou-se da torre onde se encontrava.

Comovidos pela história de amor que os sobreviventes islâmicos lhes contaram, os irmãos Rodrigues teriam renomeado a cidade para Terra da Moura Salúquia. O tempo encarregar-se-ia de transformar esta designação para Terra da Moura, até que evoluíu para a actual forma de Moura.

A uma torre de taipa do Castelo de Moura ainda hoje se chama a Torre de Salúquia, e a um olival nas proximidades de Moura, aquele onde supostamente teriam sido emboscados Bráfama e a sua comitiva, o povo chama Bráfama de Aroche.

quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Férias no Algarve



Esta é só uma das imagens que vou levar. A praia da falésia.

Estão a ser umas férias espectaculares.

sábado, 15 de Março de 2008

Balla-Fim da Luta

Para alguém que percebe o seu significado.

quarta-feira, 12 de Março de 2008

Um Dia de Férias repleto de peripécias

















Visita ao Aquário Vasco da Gama


















"Olha o Choco!!!"























Vista da Torre de Belém

segunda-feira, 10 de Março de 2008

Soneto de Amor Total



Dedicado a todos Aqueles que AMO...

domingo, 9 de Março de 2008

Amor di Mundo-Cesaria Evora

Nh’amor é doce
Nh’amor é certo
Nh’amor tá longe
Nh’amor tá perto
El ta na nim
‘M ca ta sozim
Ness mundo

Nh’amor ca so di cretcheu
El é amor du criston
Qui ca quré vivé
Na meio di breu

Nh’amor é tudo qu’m tem
El é amor dum irmon
Qu’atè ainda
Ca perdè fê

Tcha’m cantá-bo nh’amor
Ô mundo
Tcha’m canta-bo nh’amor
Pa nô amá

Pa nô amá
Pa nô amá...

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Vida e morte. É o q temos de mais certo.

Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes


Este poema é dedicado a todos aqueles que partiram e de quem não me pude despedir condignamente.
Nunca vos esquecerei.

Para os que ficam: ADORO-VOS e trago-Vos sempre no Coração.