segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.


Alberto Caeiro

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

"O Poço"

Cais, às vezes, afundas
no teu fosso de silêncio,
no teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que encontraste
pelas profundezas da tua existência.

Meu amor, o que encontras
no teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não encontrarás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo no teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado no meu peito.

Sorri-me radiosa
se a minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que partilha contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, sorri-me
e ajuda-me a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

Pablo Neruda

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Parabéns Lúcia (MANA)






Palavras para que. Tu já sabes que te adoro. É incrivel como o tempo passa depressa. Já há quase um ano que te aturo (com todo o prazer). Obrigada por tudo,não vale a pena estar para aqui a enumerar tudo o que me ajudaste a conseguir.


Beijocas. Gosto mesmo muito de ti miúda.

sábado, 13 de outubro de 2007

"Ninguém baixa os braços"


Os sustos que a vida nos prega podem, por vezes, deixar-nos sem chão. No entanto o importante é agarrarmo-nos a ela com todas as nossas forças. Por vezes torna-se difícil, e a vontade é de desistir. Sentimos que estamos sós, solidão essa muitas vezes provocada pelo nosso próprio afastamento dos outros. Mas nesses momentos há que levantar os braços, erguer a cabeça e enfrentar a vida com um sorriso (ainda que triste).
A vida é realmente uma Benção que nos foi dada. E ela é aquilo que fazemos dela. Por isso, como alguém um dia me disse: "Ninguém baixa os braços". Siga a rusga e vamos em frente lutando com todas as nossas forças contra as adversidades que nos possam surgir pela frente.